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segunda-feira, 21 de março de 2011

AMEA - World Museum of Erotic Art

http://www.ameanet.org/
Criado em Amsterdam, na Holanda, em 1996, a AMEA - World Museum of Erotic Art, é um site de Arte Erótica administrado e mantido por um pequeno grupo de artistas holandeses.

segunda-feira, 14 de março de 2011

The sweet Torture Garden...




O Torture Garden ou TG, como é conhecida entre os freqüentadores, é o maior clube de Fetish e Body Art do mundo. Seus eventos atraem de 800 a quase 3000 pessoas mensalmente, em vários locais de Londres, onde são realizados.

Sua popularização acabou fazendo com que o TG também se transformasse numa grife, produzindo e fazendo moda no universo fetishista, além agenciar artistas performáticos que se apresentam costumeiramente em suas festas.

Tudo começou em outubro de 1990, quando dois ingleses, o promotor de clubes alternativos e DJ Alan Pelling, e o artista conceitual pós-graduado em cinema e freqüentador de clubes de fetish David Wood, se uniram para criar um clube diferente para atrair adeptos fetishistas.

Entediados com os clubes existentes, eles queriam criar um novo tipo de clube de fetiche radical e ainda mais alternativo, que combinasse a música diversificada e progressiva, com vários ambientes, moda, performances, visual atraente, instalações arrojadas, numa grande área, entre outras coisas. Nascia então o Torture Garden.

Com tudo organizado, em uma noite de quinta-feira, cerca de 100 pessoas prestigiaram o primeiro evento do TG num local de nome "Opera", localizado numa zona comercial inglesa, em Shepherds Bush. O sucesso e o crescimento de público foi tão grande que na quinta edição do evento, o local ficou entupido com mais de 500 pessoas participando.

Neste período o público que freqüentava o TG era basicamente formado por adeptos da cena gótica industrial, SM hard-core, moda fetishista, Body Art Piercing, gays, lésbicas e simpatizantes.

O nome Torture Garden (Jardim de Tortura) foi escolhido por causa do romance "Le Jardin des supplices" escrito pelo jornalista, romancista e dramaturgo francês, Octave Mirbeau, e publicado pela primeira vez em 1899.

O livro reúne textos compilados e escritos em diferentes épocas, com estilos e personagens também diferentes para cada texto. Porém, o texto que levou a escolha do nome Torture Garden ao projeto fetishista inglês, foi uma farsa crítica da política francesa, intitulado "A Missão", que conta a história de um aparente assessor de políticos enviado em uma expedição para a China, que na verdade tem uma missão secreta a ser cumprida. Lá ele conhece um lindo jardim chinês, onde haviam praticas de tortura.

Diante do conservadorismo inglês, ficava difícil citar o nome Torture Garden em qualquer lugar, por essa razão a abreviação TG, passou a ser usado por seus freqüentadores.

Com a abertura da sociedade britânica à sexualidade, durante o final dos anos 90, a mídia também mudou em sua atitude para com fetiche e as festas do TG.

Os anos se passaram, as barreiras da hipocrisia e do preconceito foram caindo, e a cada edição do TG sua popularidade aumenta ainda mais. Com isso, suas festas passaram a ser freqüentadas por gente famosa e pessoas de todo mundo, que viajam até Londres para participar dos eventos.

Hoje no meio dos freqüentadores do TG é possível encontrar celebridades como Marilyn Manson, Dita Von Tease, Jean Paul Gaultier, Boy George, Courtney Love, Marc Almond, entre outros.

Saiba mais sobre o Torture Garden e como funcionam os clubes de fetish, acessando: http://www.torturegarden.com/

Abaixo, eu publiquei "flyers" das festas do TG e algumas fotos dos eventos...

domingo, 21 de novembro de 2010

Spankvertising, a nova ferramenta de promoção

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sábado, 28 de agosto de 2010

Cortejo dionisíaco invade o Luxúria

Recebi um convite esta semana (imagem abaixo), e seu contexto acabou me motivando a escrever aqui.


Se trata de um convite para mais uma festa do Projeto Luxúria...  Não sei dizer a razão, mas adoooooooooro as "festinhas" deste projeto...rsrsrs... A cada mês um novo tema faz a cabeça da maioria dos seus freqüentadores fervilhar na busca da melhor produção.

Para quem não conhece, todo primeiro sábado do mês, aqui na capital paulista, um grupo de pessoas se encontra para uma noite de performances eróticas, fetiches e brincadeiras sensuais. Uma festa em que os participantes são convidados a vivenciar suas fantasias com toda a liberdade. 


O fetichismo está na imaginação de cada um, é uma forma de interagir e vivenciar as próprias fantasias e também de explorar a imaginação alheia. Sedução, provocação, dor, sadomasoquismo, podolatria são apenas alguns poucos exemplos do que pode ser o fetichismo.


Reconhecido por seus trabalhos para televisão como figurinista pela grife "Escola de Divinos" (www.escoladedivinos.com.br), e também pela organização de diversos eventos em São Paulo, o estilista Heitor Werneck (foto abaixo), é o responsável pelo projeto, idealizado juntamente com o produtor multimídia e DJ, Nagash.


O Projeto Luxúria (www.projetoluxuria.com.br) tem como proposta a volta do chamado "dresscode" na noite de São Paulo, visando acostumar o público à experiência de usar roupas temáticas na noite. A referência são os tradicionais eventos de fetiche de clubes norte-americanos e ingleses, aliando performances circenses e dramáticas. 

Como um exemplo, podemos citar a londrina "Torture Garden" (www.torturegarden.com), festa que o público transformou em label, com merchandising em camisetas e diversos acessórios. Festas desse tipo já foram realizadas de forma itinerante em São Paulo, obtendo grande repercussão e apoio de mídia.


Durante muito tempo o "Projeto Luxúria" foi realizado no "Audio Delicatessen" (www.audiodelicatessen.com.br) situado no bairro de Pinheiros, mas com o constante crescimento de freqüentadores, a festa passou a ser realizada no "Constantine Club" (www.constantineclub.com.br), na região de Moema.


O "dresscode" é um meio de filtrar todas aquelas pessoas que não compartilham o espírito de uma festa fetichista. Embora o uso de vinil ou couro preto sejam suficientes para acesso à festa, um evento moderno de fetiche é mais sobre fantasia e transformação. Explorando suas mais profundas vontades, e refletindo-as com criatividade em seu visual.


A partir do tema da festa, os participantes podem se inspirar e desenvolver novos fetiches. É importante deixar claro que não se trata de uma festa à fantasia, o tema deve ser explorado sempre com um olhar fetichista.


O objetivo da festa é a interação, seja ela filiada ao tema ou fora dele. Os organizadores orientam os freqüentadores a não se sentirem intimidados caso não haja uma elaborada produção visual encima do tema, mas que isso seja usado como um grande estímulo. 


Você será muito bem aceito, esteja com seu visual fetichista ou todo de preto. A produção te dará vantagens na entrada e também servirá como forma de conhecer outras pessoas na festa. O mais importante é se soltar, dar asas à imaginação e interagir positivamente.


Mas é bom ficar claro que não são admitidas á festa de forma alguma, as pessoas que trajarem roupas casuais ou do dia-a-dia. Você está fora do "dresscode" se estiver com a roupa do trabalho, de camiseta, tênis, boné, malha ou jeans de qualquer cor ou tipo, a menos que esteja dentro de um contexto remetido ao tema. Por exemplo, o jeans seria algo aceitável para um visual no tema "cowboy". 


Considerações a parte, o tema para a próxima festa do Projeto Luxúria, marcada para o dia 11 de setembro, às 22h00, (do qual recebi o convite... confira a imagem no topo do texto) é "Dionísio". Embora a imagem não seja de Dionísio, ai esta um dos membros mais ilustres de seu cortejo... Um jovem Fauno!... (Porque será que eu gostei?...rsrsrs)


Para quem quiser mais informações sobre o projeto, sobre a festa, ou sugestões de dresscode para o tema, acesse: www.projetoluxuria.com.br

Para incluir o nome na lista (o que garante um desconto), é enviar um email para projetoluxuria4@gmail.com até no máximo 18h00 do dia da festa.

Caso decida ir, nos encontramos por lá!... };^)> 

Fotos: Thiago Marzano (exceto a do Heitor Werneck)

domingo, 12 de abril de 2009

"Vagina"


I

Teus lábios,
doce mel de frutas sazonais,
se oferecem livres
ao desfrutar dos beijos.

Tua boca molhada,
ostra aberta ao desejo,
saliva de todas delícias.
A flor de todas carícias
tuas pétalas
ficam expostas aos meus sentidos.

Abre-se,
jardim das virtudes,
fazendo-se carne
e despeja sobre mim
tua água farta.

O calor de teus ermos,
o vale de tua sombra,
transmite-me, dentro de ti,
a dádiva profana da terra onde
todos os frutos habitam
e se depositam
todas as sementes.

Sabe-se que tu, mulher,
antes de mais nada
tens a vagina preparada
para afirmar-te fêmea
a qualquer tempo.

II

Tenho a ânsia infinita de te possuir
até o fundo, sem qualquer constrangimento.
E ao mesmo tempo quero fazer-te sentir
-se, então, senhora nem que por um momento.

Em meio à faina, meio da batalha.
Espada em riste, sem traço de clemência.
Afasto as portas de tua residência
e cravo tudo rompendo a tua malha.

E ao sentir-se tão fundo lancetada
tua vagina entrega-se de todo,
vibra por dentro, toda encharcada
e me domina enquanto eu a fodo.

E a luta afasta de nós todas as éticas
no afã de possuir a alma alheia.
Uma ciranda entoada sem poéticas,
uma charanga expressa em carne, nervo e veia.

E eu te domo, gazela desfreada.
E eu te como, boceta enfurecida.
Eu te quero assim, escancarada,
pra despejar em ti a minha vida.

E se aproxima a última estocada
o frenesi expresso, uníssono dueto
tua boceta me traga esfaimada
e te devoro no teu fundo aposento.

Mas num momento em que tudo é mais tudo,
como se fizesse a morte inquilina.
nesse instante supremo eu fico mudo
e me rendo, inteiro, em tua vagina. 

C. Alex Fagundes

"ABC erótico"



Abre-te!
Beija-me!
Cobre-me!

Amar-te é volúpia
Brincar é malicia
Carícia é pingo de mel.

Ai!
Basta!
Cala-te!

Abraço-te, queres?
Belisco-te, gostas?
Colo-me a ti, einh?

Ah!
Biscoito
Crocante!

Às nuvens subi
Bebendo o teu néctar
Crescendo-me em ti!

Ata-me!
Bebe-me!
Come-me!

Agora imparável
Brutalmente bom
Cada vez melhor! 

Noel Ferreira

sexta-feira, 10 de abril de 2009

"Beijo eterno"



Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!

Fora, repouse em paz
Dormindo em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presa,
Beija inda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito de teu seio,
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!

Diz tua boca: "Vem!"
Inda mais! diz a minha, a soluçar... Exclama
Todo o meu corpo que o teu corpo chama:
"Morde também!"
Ai! morde! que doce é a dor
Que me entra as carnes, e as tortura!
Beija mais! morde mais! que eu morra de ventura,
Morto por teu amor!

Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue: acalma-o com teu beijo!
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!

Castro Alves

domingo, 28 de dezembro de 2008

Satyromania




Desenhos eróticos criados pelo artista plástico Mark Blanton,
e batizadas de "satyromania".

Sem dúvida, lindas e muito sugestivas!...
Aprecie!...
A moderação é por sua conta... rsrs...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Amor Cladestino

Amor clandestino: um dia você vai ter um. Você solteiro e o outro casado, ou você casado e o outro solteiro, ou ambos casados.

Não é um amor como os outros. Amor clandestino é amor bandido, fora dos padrões. Requer encontros secretos, sussurros ao telefone, algumas datas impossíveis de serem compartilhadas e muita saudade.

Ou seja: é nitroglicerina pura! Nenhum desgaste do cotidiano, nada de sogra, cunhada e, melhor ainda, nada de filhos! É só os dois e aquelas horas contadinhas no relógio, impedindo que o casal perca tempo com qualquer outra coisa que não seja prazer. No entanto, as pessoas sofrem por causa destes amores. Se é tudo uma festa, qual é a bronca?

O amor clandestino, pra começar, é superestimado. Ele tem a cara dos contos-de-fada, dos filmes que passam no cinema, das cenas de novela. Vivenciamos uma idealização: o par perfeito, que vive entre quatro paredes e que ignora o que acontece do lado da porta da rua pra fora. Já que se vêem pouco, as palavras de amor transbordam, e como ao menos um dos dois é comprometido, o jogo da sedução é ininterrupto.

O sexo é a estrela da casa, por causa dele a relação nasceu e se mantém. Não é um amor como os outros, e isso é tão bom que acaba se tornando um problema.

Terminar uma relação assim é acordar de um sonho. E persistir numa relação assim é um pesadelo. O amor precisa ser ventilado, sair pra rua, respirar ar puro. O amor precisa de duas pessoas em igualdade de condições. Acreditar que basta uma cabana é ilusão: o amor precisa ser testemunhado.

Amores clandestinos são tentadores para as pessoas vaidosas, que precisam certificar-se do seu poder de fogo, que necessitam conquistar e serem conquistadas. Quem não tem esta vaidade? Umas sufocam, outras topam a parada. Uns saem da experiência revitalizados, outros atolam.

É muito difícil medir o verdadeiro amor diante de uma relação tão cheia de significados, com tantas armadilhas no caminho, com todo o ilusionismo que a sustenta. O que parece amor pode ser apenas uma fantasia levada às últimas conseqüências.

E o que parece apenas uma fantasia levada às últimas conseqüências pode ser mesmo amor. Falta parâmetros para medir este amor intramuros.

É o céu e o inferno de quem se atreve.
[Martha Medeiros]

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Fragmento de "Elegia ao primeiro amigo"

...Sou muito delicado. Morro de delicadeza.
Tudo me merece um olhar. Trago
Nos dedos um constante afago para afagar; na boca
Um constante beijo para beijar; meus olhos
Acarinham sem ver; minha barba é delicada na pele das mulheres.
Mato com delicadeza. Faço chorar delicadamente
E me deleito. Inventei o carinho dos pés; minha palma
Áspera de menino de ilha pousa com delicadeza sobre um corpo de adúltera.
Na verdade, sou um homem de muitas mulheres, e com todas delicado e atento
Se me entediam, abandono-as delicadamente,
desprendendo-me delas com uma doçura de água
Se as quero, sou delicadíssimo; tudo em mim
Desprende esse fluido que as envolve de maneira irremissível
Sou um meigo energúmeno. Até hoje só bati numa mulher
Mas com singular delicadeza. Não sou bom
Nem mau: sou delicado. Preciso ser delicado
Porque dentro de mim mora um ser feroz e fratricida
Como um lobo. Se não fosse delicado
Já não seria mais. Ninguém me injuria
Porque sou delicado; também não conheço o dom da injúria.
Meu comércio com os homens é leal e delicado; prezo ao absurdo
A liberdade alheia; não existe
Ser mais delicado que eu; sou um místico da delicadeza
Sou um mártir da delicadeza; sou
Um monstro de delicadeza...

de Vinícius de Moraes - Rio de Janeiro, 1943