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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Vivendo a Faunália

No último dia 5 de dezembro, depois de um intenso dia de trabalho, fui rapidamente para casa na intensão de realizar um ritual em homenagem a todos os Faunos, Sátiros, Silvanos e Silenos, celebrando a Faunália... Já em casa, depois de um banho de ervas, preparei tudo que já havia comprado para ocasião, abri um vinho e celebrei... 


Pedi benções a todas as pessoas que amo e estimo nesta vida, que convivem comigo ou que por algum motivo estão longe. Agradeci pelo que havia conquistado, e ao final, depois de um período de introspecção e meditação, encerrei com um sentimento bom de missão cumprida, e fui descansar. 

Nu, deitado em minha cama, e recebendo a brisa úmida cheirando a mato molhado vindo da Serra da Cantareira, adormeci. 

Agora vem o motivo pelo qual resolvi dividir com todos, essa experiência. Num sonho muuuuuito real, me vi efetivamente como um fauno, numa espécie de gruta em meio a uma mata densa, juntamente a outros irmãozinhos faunos. 


Riamos, dançávamos e bebíamos ao som de flautas e tambores. Quando luzes em meio a mata nos fez parar. Neste momento passamos a ouvir um delicioso canto, com vozes femininas, ficando cada vez mais alto, a medida que as luzes se aproximavam da gruta. 

Em pouco tempo, já podíamos ver um grande grupo de ninfas cantando. Umas com tochas nas mãos, outras com jarros de vinho, e algumas com tachos de frutas, se aproximando. Quando todo o grupo de ninfas finalmente parou em frente a gruta. Um grito na mata anunciou a chegada de Pan, que pessoalmente veio agradecer a homenagem das ninfas e dar-lhes boas vindas. 

Nós faunos totalmente entorpecidos e seduzidos pelo perfume e canto das ninfas, ao invés de cortejar, passamos a ser vagarosamente cortejados por elas. Em poucos minutos todos ali ardiam em êxtase e prazer, aos olhos, sorrisos, e bênçãos de Pan. Que permaneceu sentado em meio a folhagens no alto de uma pedra, apenas observando. 

Desfalecidos de tanto gozo e prazer, nós faunos, nos despedíamos das ninfas. Cada um dos faunos presenteou uma ninfa com um cristal e uma flor. Quando todas ninfas, novamente agrupadas se preparavam para partir, Pan levantou-se, sorriu, e ergueu os braços, neste momento uma espécie de chuva de gotas brilhantes de prata, desciam lentamente da copa das árvores e caiam sobre todos.

Ainda sorrindo, Pan fechou os olhos e gritou... Neste momento eu acordei abruptamente, mas continuei a ouvir o grito de Pan ecoando na mata da Cantareira. 

Nitidamente suado, como se tivesse dançado a noite inteira, levantei, caminhei até a sacada e vi o sol nascer por entre as árvores. Neste momento, uma sensação de paz me invadiu e permanece até agora. 

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sileno

Rating:★★★★★
Category:Other
Sileno (em grego antigo: Σειληνός, transl. Seilēnós; em latim: Silenus) era, na mitologia grega (e posteriormente na mitologia romana), um dos seguidores de Dioniso, seu professor e companheiro fiel.

Notório consumidor de vinho, era representado como estando quase sempre bêbado e tendo de ser amparado por sátiros ou carregado por um burro. Sileno era descrito como o mais velho, o mais sábio e o mais beberrão dos seguidores de Dioniso, e era descrito como tutor do jovem deus nos hinos órficos.

Quando estava sob o efeito do álcool, Sileno adquiria conhecimentos especiais e o poder da profecia. O rei frígio Midas estava ansioso para aprender com ele, e o aprisionou, laçando-o numa fonte onde Sileno costumava beber.

Uma versão alternativa da lenda narra que, quando perdido e vagando pela Frígia, Sileno teria sido regatado por camponeses e levado ao rei Midas, que o tratou bem. Dioniso ofereceu a Midas uma recompensa por sua bondade, e este escolheu o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro.

Na peça satírica de Eurípides, Ciclope, Sileno está preso com os sátiros na Sicília, onde foram escravizados pelos ciclopes. Representam os elementos cômicos da histórica, que é basicamente uma brincadeira com o livro IX da Odisséia de Homero. Sileno se refere aos sátiros como "suas crianças", durante a peça.

Com o tempo os seguidores de Dioniso passaram a ser chamados de Silenoi, "silenos". Eram representados sempre como calvos e gordos, com lábios grossos e narizes achatados.

Sileno também veio a se tornar um xingamento em latim, utilizado na peça Rudens, de Plauto, escrita em cerca de 211 a.C., para descrever a personagem Labrax, um cafetão (leno) traiçoeiro, como "...um sileno velho e barrigudo, criminoso careca e mal-encarado, com sobrancelhas grossas, a rosnar e se debater".

Fonte: Wikipedia